terça-feira, 6 de março de 2012

O REINO DE DEUS - "UM VALENTE PELO REI"

- Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus -
Leia o livro de Juízes se puder assim entenderá melhor a história.
Meu objetivo nesta narrativa é mostrar como o conceito do Reino sempre existiu.

Por volta do capitulo 6 de Juízes vemos o chamado de um guerreiro (exitante a principio) Gideão é chamado para livrar seu povo dos opressores Midianitas. A conversa com o anjo, seu dialogo e provas feitas por Gideão podem gerar uma ideia distorcido do nosso herói, entretanto, lembre-se de que Deus sabe muito bem em quem investe seu poder.
No capitulo 7 vemos um Gideão decidido, obediente, e consciente de sua missão. Ele estava agora a serviço do Rei. Passou na entrevista, venceu o processo seletivo, e agora luta pelo Deus de Israel. A estratégia divina não se baseia na quantidade, por isso apenas 300 homens dos cerca de 32000 alistados, foram escolhidos para a peleja. A arma secreta entretanto não eram os 300 de Gideão, ou ele mesmo, mas sim com e por quem iriam lutar. Nas batalhas medievais era comum os Reis liderarem o exercito durante a batalha, junto com os soldados. Da mesma forma podemos imaginar o Grande Rei, se preparando para peleja. 
antes mesmo que Gideão e seu pequeno exercito dessem um único golpe, Ele estava agindo. Os midianitas estavam atemorizados por sonhos que prediziam sua derrota, e por isso não conseguiam dormir de tanto pavor. Deste cenário Deus ordena a Gideão que ataque.
O impressionante em Gideão é sua habilidade e disposição como comandante dos 300, não apenas venceu os exércitos midianitas presentes, como perseguiu ferozmente os reis midianitas por três cidades. Apenas com os 300 venceu 15000 soldados inimigos (ima média de 50 midianitas para cada soldado de Gideão).
Esse valente destemido então retorna com seus 300 para casa.
No capitulo 8 entendemos o que é ser realmente direcionado por Deus, e porque Gideão é um VALENTE PELO REI. Embora ele tivesse condição e qualidades para ser rei (veja o versículo 22) não se ensoberbeceu, antes recusou usurpar o lugar do Rei. Gideão tinha ciência do seu chamado, e de que Israel devia submeter-se ao único e verdadeiro Deus, aceitando-o como SENHOR e REI (versículo 23).
Seu coração estava puro, integro e não permitiu que o orgulho da vitória, e as homenagens do povo, nem mesmo o clamor dos anciões, corrompessem sua lealdade ao Rei.

É provável que a maior falha da humanidade, pertença na verdade ao maior inimigo do bem no universo, o diabo. Nossa maior falha chamasse cobiça (no pior aspecto da palavra) de querer sermos igual aos outros, isso também tem a ver com inveja, mas este sentimento não é naturalmente nosso. O adversário cometeu um pecado que mudou sua trajetória para sempre, ele quis ser igual a Deus. Você já deve ter escutado essa história. O que estou mostrando é que este desejo maligno foi implantado no ser humano lá no Éden, e desde então o mundo vive em guerras, genocídios, assassinatos, etc. Na verdade sua ação foi praticamente imediata (gerou medo, vergonha, preconceito) e um assassinato na família. Por que? Cobiça e inveja. 
Esse veneno não teve sucesso com Gideão, mas infelizmente muitos tem se perdido neste laço do inimigo. Frequentemente quando as pessoas tem uma necessidade suprida ou alcançam uma benção, colocam a igreja, o pastor, o homem, etc, no lugar que pertence exclusivamente a Deus. E fica pior quando os mesmos pastores, etc, ao invés de agirem como Gideão, reconhecendo Deus como autor do milagre, começam a usurpar a Glória de Deus. Esquecendo-se de quem é o Reino. 
Façamos como Gideão, o Senhor Reina, a Ele a Honra, a Glória, o Domínio e a Majestade pelos séculos dos séculos. Amém! Amém!